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Já fui a alguns encontros de motociclistas e eventos neste ano. Silva Jardim tinha, Leopoldina tinha, Curvelo tinha e até Dores do Indaiá tinha. Só em Maricá e Rio das Flores não tinha (ou eles não se manifestaram ou eu não vi).
Isso só para mencionar alguns eventos. Estou falando dos indivíduos que insistem em acelerar suas motos paradas no meio dos eventos, junto aos ouvidos dos outros.
Há anos que é assim. É impressionante como isso não muda. Em quase todo evento lá estão eles, e parece que em número cada vez maior. Na maior parte das vezes estão com motos pequenas ou com médias/grandes naked ou esportivas.
Mas já vi casos até de usuários de motos custom e, mais recentemente, um cidadão em um triciclo que, além do barulho, produzia também uma fumaça contínua.
Acho que vou morrer sem entender qual é a grande graça que esses indivíduos vêem em acelerar a moto parada, incomodando as pessoas à volta.
Vivo me perguntando se é tão difícil assim para eles enxergarem que a maioria absoluta das pessoas que estão ali não gosta daquele barulho e que apenas ele e provavelmente uns poucos seus amigos (e talvez uma molecada desmiolada) curtem aquela zoeira, frequentemente acompanhada de estouros ainda mais detestáveis.
Aí, às vezes, o barulho e os tiros saem pela culatra. Já cansei de ver confusões em festas, encontros e eventos que começaram porque um cara acelerou no lugar errado - perto de algumas pessoas ou de integrantes de um moto clube de verdade que realmente não toleram isso, perto de motociclistas de verdade que se incomodaram naquele momento ou mesmo perto de senhoras e crianças cujos familiares tomaram alguma atitude.
Já que é aparentemente impossível limar essas pessoas do meio motociclístico, que se assumam regras para tal: que acelerar para fazer zoeira seja permitido somente em área separada do público do evento, como fazem muitos organizadores.
E quem o fizer fora da área estabelecida será convidado a se retirar - inicialmente, de forma até gentil. Depois... bem, depois a gente vê.
Uns dizem que esses indivíduos aceleram ali porque não têm coragem de fazê-lo onde deveriam: numa pista fechada, com a adequada infra-estrutura, ou mesmo na estrada, com a devida responsabilidade. Outros dizem que é simplesmente a famosa tática para "aparecer", chamar a atenção.
E alguns outros apostam mesmo na idiotice autêntica de gente que não tem bom senso. Eu? Bem, às vezes me pego acreditando que também devem existir pessoas que juntam tudo isso...
Então fica combinado assim: vamos todos jogar a favor dos motociclistas de verdade e impedir que os exibicionistas de plantão acelerem no nosso ouvido e atrapalhem nossa festa. Se um começar, pediremos educadamente que pare.
Se ele não parar, chamaremos a organização do evento em que estivermos. Se a organização não estiver ao alcance, chamaremos os amigos e seremos mais convincentes. Mas tudo sem violência, porque dessa já basta naquele mundo dito "normal" que pouco nos pertence.
Beto Kahena
roberto.dutra@oglobo.com.br.
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